A Crítica Social nas Músicas da Banda Boney M

A Crítica Social nas Músicas da Banda Boney M



Abaixo vídeo sobre a crítica social nas músicas da banda Boney M.
As letras das músicas estão disponíveis após o vídeo:

Letras das músicas:



MA BAKER
Boney M



Parado! Eu sou Ma Baker, 
Levante as mãos e me dê todo o seu dinheiro

Esta é a história de Ma Baker, 
A gatuna mais cruel
Da velha cidade de Chicago

Ela foi a gatuna mais cruel
(Da velha cidade de Chicago)
Ela foi a gatuna mais cruel
(Ela realmente os derrotou)
Ela, realmente, não tinha coração
(Não, não, nenhum coração)

Ela foi a gatuna mais cruel
(Ela foi realmente durona)
Ela deixou o apartamento de seu marido
(Ele não foi durão o bastante)
E levou os seus meninos com ela
(Pois eles eram durões e fortes)

Ma-Ma-Ma-Ma-Ma Baker, 
(ela ensinou seus quatro filhos)
Ma-Ma-Ma-Ma-Ma Baker, 
(a manejar suas armas)
Ma-Ma-Ma-Ma-Ma Baker, 
(ela nunca pôde chorar)
Ma-Ma-Ma-Ma-Ma Baker, 
(mas ela soube morrer)

Eles deixaram um rastro do crime
(pelos Estados Unidos)
E quando um menino foi morto
(Ela realmente os fez pagar)
Ela, realmente, não tinha coração
(Não, não, nenhum coração)

Ma-Ma-Ma-Ma-Ma Baker, 
(ela ensinou seus quatro filhos)
Ma-Ma-Ma-Ma-Ma Baker, 
(a manejar suas armas)
Ma-Ma-Ma-Ma-Ma Baker, 
(ela nunca pôde chorar)
Ma-Ma-Ma-Ma-Ma Baker, 
(mas ela soube morrer)

Ela conheceu um homem e gostou dele
(Ela pensou que ficaria com ele)
Um dia ele juntou-se a eles
(Então eles o despacharam)
Ela, simplesmente, não se preocupou
(simplesmente não se preocupou)

Aqui está um boletim especial
Ma Baker é a mulher mais procurada do FBI
Sua foto está fixada nas paredes de todos os Correios
Se você tiver alguma informação desta mulher
Por favor, contate a delegacia mais próxima

Ninguém se mova! O dinheiro ou suas vidas!

Um dia eles roubaram um banco
(Esta foi a sua última investida)
Os tiras apareceram muito cedo
(Eles não puderam escapar)
Como tudo o que o que saquearam
(Isso os deixou muito loucos)

E então eles dispararam
(Ma Baker e seus filhos)
Eles não quiseram se render
(Eles morreram com armas de fogo)
E assim a história termina
(Daqueles que não deixaram amigos)

Ma-Ma-Ma-Ma-Ma Baker, 
(ela ensinou seus quatro filhos)
Ma-Ma-Ma-Ma-Ma Baker, 
(a manejar suas armas)
Ma-Ma-Ma-Ma-Ma Baker, 
(ela nunca pôde chorar)
Ma-Ma-Ma-Ma-Ma Baker, 
(mas ela soube morrer)

Ma-Ma-Ma-Ma-Ma Baker, 
(ela ensinou seus quatro filhos)
Ma-Ma-Ma-Ma-Ma Baker, 
(a manejar suas armas)
Ma-Ma-Ma-Ma-Ma Baker, 
(ela nunca pôde chorar)
Ma-Ma-Ma-Ma-Ma Baker, 
(mas ela soube morrer)




RIOS DA BABILÔNIA
Boney M



Hmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm
Ahahahahaahahahahaaaaaa
Ahahahahaahahahahaaaaaa
Ahahahahaahahahahaaaaaa
Ahahahahaahahahahaaaaaahahahahahahaha

Junto aos rios da Babilônia,
Onde nós sentamos .
Sim, sim, nós choramos,
quando nos lembramos de Sião. .

Junto aos rios da Babilônia,
Onde nós sentamos .
Sim, sim, nós choramos,
quando nos lembramos de Sião. .

Então os ímpios
nos levaram em cativeiro
exigiram de nós uma canção .
Agora como vamos cantar a canção do Senhor
em uma terra estranha .

Então os ímpios
nos levaram em cativeiro
exigindo de nós uma canção .
Agora como vamos cantar a canção do Senhor
em uma terra estranha .

Hmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm
yeaheaheaheah
que as palavras de nossa boca
e a meditação do nosso coração
seja aceitável diante de ti aqui esta noite .

que as palavras de nossa boca
e a meditação do nosso coração
seja aceitável diante de ti aqui esta noite .

Junto aos rios da Babilônia,
Onde nos sentamos .
Sim, sim, nós choramos,
quando nos lembramos de Sião. .

Junto aos rios da Babilônia,
Onde nos sentamos .
Sim, sim, nós choramos,
quando nos lembramos de Sião. .

Ahahahahahahahahahahahahahahaah
Junto aos rios da Babilônia, você tem lágrimas de Babilônia
lá nos sentamos. tinhamos que cantar uma canção
Sim, sim, nós choramos, cantando uma canção com amor
quando nos lembramos de Zion. yaheaheaheah

Junto aos rios da Babilônia, você leva a Babilônia
lá nos sentamos. ouvimos as pessoas chorarem
Sim, sim, nós choramos, eles precisam do poder
quando nos lembramos de Sião ohhhhhh, tem o poder
Junto aos rios da Babilônia, oh yeaheah
lá nos sentamos. yeaheah
Yeaheah nós choramos ...



EL LUTE
Boney M


Esta é a história de El Lute
Um homem que nasceu para ser caçado como um animal selvagem
Porque ele era pobre
Mas ele se recusou a aceitar o seu destino
E hoje sua honra foi restaurada

Ele tinha apenas dezenove anos
Quando foi condenado a morrer
Para algo que alguém fez
E culpou El Lute
Então eles mudaram para a vida
E então ele poderia escapar
A partir de então só o perseguiu
E procurou-o dia e noite
Tudo sobre a Espanha
Mas a busca foi em vão
Para El Lute

Ele só tinha visto o lado escuro da vida
O homem a quem chamavam El Lute
E ele queria uma casa
Assim como você e como eu
Em um país onde todos seriam livres
Embora ele mesmo ensinou
A ler e escrever
Não ajudou El Lute
Ele foi um dos que se atreveu a fugir durante a noite
Eles tinham de encontrar
El Lute

Logo a fama de sua história
Espalhou como fogo selvagem
Toda a terra
Eram o prêmio na cabeça
As pessoas ainda lhe deram pão
E deram-lhe a mão
Pois sabiam que ele estava certo
E sua luta foi a luta

Ninguém lhe deu uma chance
Na Espanha daqueles dias
Em todos os lugares
Eles colaram a cara de El Lute
E ele roubava onde podia
Assim como Robin Hood certa vez
Eles finalmente o pegaram
E isso pareceu ser o fim
Mas eles o pegaram em vão
Porque houve uma mudança na Espanha.
E El Lute

Ele só tinha visto o lado escuro da vida?

E então a liberdade realmente chegou à sua terra
E também a El Lute
Agora ele caminha na linha
De um novo dia ensolarado
O homem que chamam de El Lute


Vingt ans - Pierre Bachelet (letra traduzida - música sobre Maio de 1968)



VINTE ANOS

Pierre Bachelet

 



Naquela época eu vivia

Como um pássaro no galho

Na frente das filas do cinema

eu estava implorando

Foi “Primeiros Amigos”[1]

E os primeiros transistores

Sidney Bechet, “Pequena Flor”[2]

O blues no coração

Naquela época as calçadas

Eram demonstrações e guitarras

Mesmo que seja sempre assim

 

Naquela época eu tinha vinte anos

Na TV preto e branco

Descobrimos o rock’n roll

Elvis Presley e os ídolos

Poltronas quebradas em todas as salas de música

Naquela época era Paris

Foi a guerra na Argélia[3]

Nos bistrôs dos Subúrbios do Norte

Nem sempre concordamos

Irá ou não, concordará ou discordará

 

Naquela época da sua vida

Você sonhou em fazer seu bacharelado

E ir para Paris

Se matricular na faculdade

E então houve o mês de maio

Que preparou suas pedras

Foi aqui que nos conhecemos

Lenço no nariz

O mundo teve que ser refeito

E no seu quarto em Nanterre[4]

Isto é precisamente o que fizemos

 

Naquela época eu tinha vinte anos

E você teve quase tanto

Você cheirava a verbena

E gás lacrimogêneo

E acima de tudo você me tomou por Verlaine[5]

Então de repente éramos nós

Como um trovão, uma explosão de fogo

Havia mais do que nós em nossas jaquetas

Havia mais do que nós em nossas músicas

Nos discursos do Carrefour de Odéon[6]

 

Naquela época eu tinha vinte anos

Eu tinha vinte anos há muito tempo

O amor cantou seu carmagnole[7]

Descendo a Rue des Écoles[8]

O cartaz numa mão e na outra o pote de cola

 

Naquela época eu tinha vinte anos

Eu tinha vinte anos há muito tempo

Ferré[9] tocava no rádio

Foram férias em Deux chevaux[10]

E todas as garotas pensaram que eram Bardot[11]

A TV estava ligada

Para o primeiro passo na Lua

Naquela época era rock

 

Mas já estávamos em tempos de mudança

E os Beatles iriam se separar

Naquela época eu tinha vinte anos

Eu tinha vinte anos para sempre

O amor cantou seu carmagnole

Subindo a Rue des Écoles

Você colocou sua mão no meu ombro

 

 Veja o programa especial da Rádio Germinal sobre o Maio de 1968, Overdose Musical, disponível no Youtube:

https://www.youtube.com/watch?v=eF2O4iEcE7s


VINGT ANS

Pierre Bachelet

 

En ce temps-là je vivais

Comme un oiseau sur la branche

Devant les files de ciné

Je faisais la manche

C’était “Les copains d’abord”

Et les premiers transistors

Sidney Bechet, “Petite fleur”

Les blues sur le coeur

En ce temps-là les trottoirs

C’était manif et guitare

Même que c’est toujours comme ça

 

En ce temps-là j’avais vingt ans

Sur la télé en noir et blanc

On découvrait le rock’n’roll

Elvis Presley et les idoles

Fauteuils cassés dans tous les music-halls

En ce temps-là c’était Paris

C’était la guerre en Algérie

Dans les bistrots d’la Banlieue Nord

On était pas toujours d’accord

Ira ou pas, d’accord ou pas d’accord

 

En ce temps-là de ta vie

Tu rêvais d’avoir ton bac

Et de monter à Paris

T’inscrire à la fac

Et puis y avait le mois d’mai

Qui préparait ses pavés

C’est là qu’on s’est rencontrés

Mouchoir sur le nez

Le monde était à refaire

Et dans ta chambre à Nanterre

C’est justement c’qu’on a fait

 

En ce temps-là j’avais vingt ans

Et toi t’en avais presque autant

T’avais un parfum de verveine

Et de grenade lacrymogène

Et puis surtout tu m’prenais pour Verlaine

Alors soudain ç’a été nous

Comme un tonnerre, un coup d’grisou

Y avait plus qu’nous dans nos blousons

Y avait plus qu’nous dans nos chansons

Dans les discours Carrefour de l’Odéon

En ce temps-là j’avais vingt ans

J’avais vingt ans pour très longtemps

L’amour chantait sa carmagnole

En descendant Rue des Ecoles

Affiche’ d’une main de l’autre le pot d’colle

 

En ce temps-là j’avais vingt ans

J’avais vingt ans depuis longtemps

Ferré passait à la radio

C’était les vacances en deux-chevaux

Et toutes les filles se prenaient pour Bardot

C’était la télé qui s’allume

Pour le premier pas sur la Lune

En ce temps-là c’était le rock

Mais on changeait déjà d’époque

Et les Beatles allaient se séparer

En ce temps-là j’avais vingt ans

J’avais vingt ans éternellement

L’amour chantait sa carmagnole

En montant la Rue des Ecoles

T’avais ta main posée sur mon épaule

 

 



[1] Título de música de Georges Brassens, cantor popular francês.

[2] Música de Sidney Bechet, clarinetista e compositor de jazz norte-americano.

[3] Guerra de Independência Argelina (colônia francesa), de 1954 a 1962.

[4] Cidade da região metropolitana de Paris, onde fica a Universidade de Nanterre, na qual ocorreu uma agitação estudantil em 25 de março de 1968, antecedendo a rebelião estudantil de 1968.

[5] Paul Marie Verlaine (1844-1896), poeta simbolista francês.

[6] O Carrefour de l’Odéon é uma praça localizada no bairro Odéon, em Paris.

[7] “La Carmagnole é uma famosa canção francesa de fins do século XIX que exalta os feitos dos sans-culottes em diversos episódios da Revolução Francesa. Carmagnole é um tipo de jaqueta curta que era utilizada pelas camadas populares de trabalhadores na França de fins do século XVIII” (https://pt.wikipedia.org/wiki/La_Carmagnole).

[8] É uma rua parisiense, paralela ao Sena, que liga o campus Jussieu ao Collège de France e à Sorbonne, muito popular entre os estudantes.

[9] Cantor popular francês.

[10] Referência ao carro popular francês Citroën deux-chevaux (2cv), “dois-cavalos”, semelhante a um fusca.

[11] Brigitte Bardot, atriz francesa conhecida mundialmente.